Virada Recife transforma Praia do Pina em palco de música, com noite dedicada ao brega
- Escrito por Gabriel Pacheco

- 1 de jan.
- 3 min de leitura
Atualizado: há 6 dias

A Virada Recife 2026, festa gratuita de Réveillon realizada na Praia do Pina, Zona Sul da capital pernambucana, consolidou-se como um dos maiores eventos culturais do fim de ano no Brasil. Espalhada ao longo de três noites de shows (27, 28 e 31 de dezembro), a programação reuniu artistas nacionais e locais que atravessam gêneros como pop, forró, sertanejo, eletrônico e, especialmente, o brega, ritmo que ganhou destaque no domingo, dia 28 de dezembro, com participação em uma noite que virou ponto alto da festa.
O evento iniciou no sábado, 27 de dezembro, com uma mistura potente de ritmos. Nessa noite, Gusttavo Lima, Natanzinho Lima, João Gomes, Zé Vaqueiro, Eric Land e Juciê tomaram o palco montado na orla com repertório que variou do sertanejo ao forró e piseiro, atraindo milhares de pessoas ao longo da avenida principal.
Noite do bregA
No segundo dia, domingo (28), a festa colocou o brega no centro da programação oficial. A noite foi construída como uma celebração da música popular com forte presença pernambucana e integração com ritmos nacionais: Dany Myler e PV Calado abriram as atrações da tarde, aquecendo o público que chegava cedo à Praia do Pina. Priscila Senna, uma das maiores vozes do brega romântico atual, subiu ao palco e apresentou seus sucessos. Raphaela Santos trouxe energia e carisma, reforçando o crescimento do brega pop e sua conexão direta com o público presente. Xand Avião e Anitta também fizeram parte do line-up da noite, mesclando forró, pop e referências que ampliam a experiência sonora dos foliões.
A presença de Priscila Senna e Raphaela Santos no mesmo palco, em um dia que contou com milhares de pessoas, transformou a Praia do Pina em um “coral gigante”, com o público cantando refrões, acompanhando coreografias e mostrando que o brega já faz parte do repertório emocional e musical de uma grande parte dos recifenses e turistas.
Véspera da virada e grande festa de Ano Novo
A celebração não parou por aí. Na véspera de Ano Novo, 31 de dezembro, a programação reuniu artistas que simbolizam a diversidade da música brasileira. A maratona de shows teve início no fim da tarde e continuou noite adentro com: Wesley Safadão, Matheus & Kauan, Alceu Valença, Lipe Lucena e Matheus Moraes, nomes que somaram repertório festivo para receber 2026 ao som de música e fogos.
Estrutura, impacto e público
A Virada Recife 2026 foi planejada para ser um evento de largo alcance, com expectativa de público bem acima dos números das edições anteriores. A organização da festa, em parceria com iniciativa privada sem custos de cachês de artistas para os cofres públicos, possibilitou atrações nacionais e regionais de grande peso, ampliando a diversidade de estilos e garantindo acesso gratuito ao público.
Além disso, a festa também contou com áreas exclusivas pagas, como lounges e espaços de serviço, atendendo públicos que buscavam conforto extra sem retirar a gratuidade do acesso principal.
O papel do brega na festa
Embora a Virada Recife seja um evento multigênero, a noite de 28 de dezembro se destacou por dar ao brega local um protagonismo simbólico, ao lado de músicos e artistas que representam a cena musical atual de Pernambuco. A presença maciça de público e a recepção calorosa demonstraram que o ritmo, antes restrito a palcos menores ou circuitos alternativos, agora integra plenamente a grande festa popular da cidade. O resultado foi uma celebração que uniu tradição, contemporaneidade e diversidade sonora, transformando a Praia do Pina em um palco vibrante e reafirmando o brega como linguagem popular que converte emoção, corpo e memória em música coletiva durante a chegada de 2026.



















