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Senado reconhece Recife como Capital Nacional do Brega e projeto avança em Brasília

  • Foto do escritor: Escrito por Gabriel Pacheco
    Escrito por Gabriel Pacheco
  • 13 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 5 dias

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O brega, que há décadas é trilha sonora das ruas, dos bairros e dos grandes palcos do Recife, deu um passo histórico rumo ao reconhecimento institucional. A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal aprovou o projeto de lei que concede ao Recife o título de Capital Nacional do Brega, reforçando oficialmente a importância cultural, social e econômica do gênero.


A proposta reconhece o papel central do Recife na consolidação do brega como expressão cultural brasileira. O texto do projeto destaca que o gênero não se limita ao entretenimento, mas movimenta uma ampla cadeia produtiva que envolve cantores, músicos, compositores, produtores, técnicos de som, dançarinos, estilistas, designers, equipes de palco e comunicação. É uma economia criativa que gera renda, empregos e identidade cultural.


A aprovação na comissão representa uma etapa decisiva no processo legislativo. Caso não haja recurso para votação em plenário, o projeto segue diretamente para sanção presidencial. Isso significa que o reconhecimento pode se tornar lei sem necessidade de nova votação, acelerando o processo e ampliando a visibilidade nacional do tema.


O debate em Brasília também colocou o brega no centro das discussões sobre cultura popular brasileira. Durante a tramitação, parlamentares ressaltaram que o gênero ultrapassou fronteiras regionais e passou a ser consumido em todo o país, seja por meio de shows, plataformas digitais ou grandes eventos. Ainda assim, o Recife segue como principal referência histórica e criativa do movimento.


Para artistas e produtores locais, o avanço do projeto é visto como uma conquista coletiva. O título de Capital Nacional do Brega fortalece argumentos para a criação de políticas públicas, editais culturais, festivais temáticos e ações de preservação da memória do gênero. Além disso, ajuda a combater estigmas antigos que, por muito tempo, tentaram diminuir a importância cultural do brega.


Mais do que um reconhecimento simbólico, a iniciativa reforça o sentimento de pertencimento de uma cidade que sempre viveu o brega de forma intensa. Ao reconhecer oficialmente o Recife como capital do gênero, o Brasil valida aquilo que o povo pernambucano já sabe há décadas: o brega é cultura, é trabalho, é economia e é identidade.

 
 

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