Brega sai da periferia e predomina nas casas de shows da zona sul do Recife
- Escrito por Gabriel Pacheco

- 16 de ago. de 2017
- 2 min de leitura

Que o brega predomina nas periferias do grande Recife, isso não é novidade. Mas o ritmo agora parece que alçou novos vôos. Além da visibilidade nacional que o movimento está ganhando, com as músicas regravadas por artistas do sertanejo e do forró - como Wesley Safadão, Márcia Felipe, Aviões do forró, Gabriel Diniz, entre entre outros; O ritmo parece 'invadir' a Zona Sul do Recife, como nunca antes. Quer saber como chegamos nessa conclusão? Te explicamos: Só artistas como Kelvis Duran, banda Vício Louco e o DJ Val fazem mais de 30 shows por mês só nessa área, onde maior parte da classe média está instalada.
Com 14 anos de carreira, Kelvis Duran faz mais de 20 shows por mês, cobrando em média 3.500 (três mil e quinhentos reais). Sendo maior parte da agenda só na zona sul. "Coisa que até hoje não entendi. Kelvis começou o sucesso na zona Norte, e hoje o público da Zona Sul está valorizando cada vez mais. Acho isso muito bom, porque prova que o Brega hoje é super valorizado", afirmou Graça, assessora do cantor.
Claro que isso não é exclusividade apenas desses artistas citados. Se analisarem as agendas de todos os MCs e bandas de brega que estão em destaque aqui em Pernambuco, todos fazem bastante shows nos bairros e boates mais ricas da cidade. Isso prova que o brega, mesmo começando na periferia, feito pela galera da periferia, não está restrito apenas a um único público. "A vício louco conseguiu quebrar barreiras entre as classe alta e baixa. Acredito que as pessoas estão entendendo que não tem isso de música pra negro, branco; rico ou pobre. Nossas músicas falam do dia a dia, tem um pouco de cada pessoa. Sem distinção", afirma Dedesso, cantor da banda.
O movimento Brega hoje respira novos ares, mas ainda enfrenta os velhos preconceitos de pessoas que não entendem a importância desse ritmo para cada cidadão que faz e que consome esse produto. "Acredito que o Brega viva hoje uma nova fase, falta só a secretaria de Cultura realmente reconhecer. Apesar de todos esses shows que Kelvis Duran tem, todos são: boates, casamentos, formaturas e festas particulares. Nunca é convidado para nenhum Polo cultura do Recife”, reclama Graça.
É importante salientar que já aconteceu toda uma tramitação para que o brega fosse realmente reconhecido, através de uma Lei estadual, como uma expressão cultural e musical típica de Pernambuco e em 16 de maio desse ano, a Lei nº 14.679, de 24 de maio de 2012, que dispõe sobre a garantia de apresentações de artistas e grupos que executam a Expressão Cultural Pernambucana no Estado de Pernambuco foi alterada, passando a incluir o Brega junto a outros ritmos pernambucanos já reconhecidos pela Fundação de Cultura do Estado de Pernambuco - FUNDARPE.” (NR).



















